Prefeitura de Campos cria nova secretaria e reorganiza cargos; medida levanta debate sobre gastos públicos


Prefeitura Municipal de Campos
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A Prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, oficializou uma reestruturação administrativa com mudanças na organização de secretarias e cargos comissionados. As alterações foram publicadas no Diário Oficial na segunda-feira (13) e impactam diretamente a estrutura política e administrativa do município.
Entre as principais novidades está a criação da Secretaria Municipal de Relações Institucionais, que terá como função articular o diálogo entre o Executivo, o Legislativo e outros órgãos, além de coordenar agendas e articulações políticas.
Para viabilizar a nova pasta, cerca de 40 cargos comissionados foram extintos, enquanto aproximadamente 30 novos cargos foram criados. Segundo a Prefeitura, a medida faz parte de uma compensação administrativa e não gera aumento de despesas.
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O comando da nova secretaria ficará com Mauro Silva, nome conhecido na política local, com passagens pelo Legislativo e pelo Executivo.
Outras mudanças incluem a ida do vereador Juninho Virgílio para a Secretaria de Governo e a nomeação de Matheus da Silva José como chefe de gabinete. Também houve alterações em áreas como Habitação, Procon e Procuradoria do Município.
Além disso, foi criada a Secretaria de Captação de Recursos e Convênios, voltada à busca por investimentos e parcerias para a cidade.
Para o advogado e professor de Direito Eleitoral e Gestão Pública, Vinicius Tolentino, mudanças desse tipo precisam ser analisadas com atenção, principalmente do ponto de vista financeiro.
Segundo ele, “na maioria das vezes, o administrador público assume o cargo sem o devido domínio das finanças públicas e das regras de financiamento da máquina. A Constituição, no artigo 37, impõe o dever de extrair os melhores resultados possíveis dos recursos disponíveis”.
O especialista também alerta para os riscos de decisões aparentemente pequenas no dia a dia da gestão.
“O endividamento dos municípios não começa grande. Ele surge dessas pequenas negligências, daquele pensamento de que um gasto não vai ter impacto relevante. Com o tempo, isso se acumula e pode comprometer até a capacidade de manter a folha de pagamento”, explicou.
Em nota, a Prefeitura reafirmou que a reorganização não aumenta despesas e que as mudanças fazem parte de um processo de modernização da gestão, com foco em eficiência e melhoria dos serviços prestados à população.